Do inesperado desafogar
Momento em que, no meio da rua, uma das três garotas me oferece um simpático gracejo elogioso, redescubro a deliciosa sensação de romper o tédio e passividade costumeira.
(E não sendo pela injeção no ego e nem pela possível ironia.)
É como aquele sujeito, pelos lados de Santo Amaro, que sem camiseta e um saco de pão nas mãos vinha cantando Paulinho da Viola, em alta e despreocupada voz; ou aqueles comentários, perdões e com-licenças absolutamente usuais que às vezes a gente flagra e ri com seu querido desconhecido da bobeira das normas; ou ainda das danças que eu fazia, com caras e bocas e assustava as pobres e esquecidas senhoras de partes pretensiosas da cidade.
A garota do outro lado da rua: nos cumprimentamos sem os receios do desconhecido e nos encontramos num diálogo de olhares e gestos e sem nos importar com a perplexidade dos que a acompanhavam.
E há ainda o profeta! Aquele que perdeu os dentes numa briga com a polícia (me contou certa vez na reitoria), sabe das coisas do mundo e participa (sempre que pode) de revoluções.
(E não sendo pela injeção no ego e nem pela possível ironia.)
É como aquele sujeito, pelos lados de Santo Amaro, que sem camiseta e um saco de pão nas mãos vinha cantando Paulinho da Viola, em alta e despreocupada voz; ou aqueles comentários, perdões e com-licenças absolutamente usuais que às vezes a gente flagra e ri com seu querido desconhecido da bobeira das normas; ou ainda das danças que eu fazia, com caras e bocas e assustava as pobres e esquecidas senhoras de partes pretensiosas da cidade.
A garota do outro lado da rua: nos cumprimentamos sem os receios do desconhecido e nos encontramos num diálogo de olhares e gestos e sem nos importar com a perplexidade dos que a acompanhavam.
E há ainda o profeta! Aquele que perdeu os dentes numa briga com a polícia (me contou certa vez na reitoria), sabe das coisas do mundo e participa (sempre que pode) de revoluções.

5 Comentários:
que lindo =D
adoro esses momentos u.u
Esses dias estava assistindo e escutando Cordel do Fogo Encantado. É uma banda de um interior chamado Arcoverde, lá de Pernambuco.
São cantores que valorizam muito a cultura...
No show... um dos integrantes, o Lirinha, recita João Cabral de Melo Neto.
E o texto eu peguei aqui...
Obrigada pelo empréstimo não pedido.
Você postou há uns dois anos:
"...O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte."
Gostei do seu blog, viu?!
abraços!
Esta postagem foi removida pelo autor.
Que legal q vc conhece Cordel!!!
E é uma pena seu blog está abandonado!
Eu gostei dele, viu?!
bastante!
Quando eu estiver em casa vou fazer questão d conhecer seus outros blogs!
E é legal saber q outras bandas tbm valorizam não só João Cabral... mas a cultura em modo geral!
Sou d Pernambuco... e tive prazer d ver vários shows da banda!
principalmente no carnaval!
hmmm
tow sem o q falar!
pq nesse exato momento eu estou numa briga com meu amigo por causa do texto!
hehe
:DDD
sim...
esqueci de mandar beijossss
ate
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